sexta-feira, 18 de março de 2016

Amadeo de Souza Cardoso

Amadeo de Souza-Cardoso, nascido a 14 de novembro de 1887, em Amarante, é considerado o pintor mais representativo do modernismo português do princípio do século XX.
Filho de Emília Cândida Ferreira Cardoso e José Emygdio de Sousa Cardoso, membros de uma poderosa família da burguesia rural, Amadeo cresceu num ambiente de privilégio e beneficiou de uma educação de nível elevado. Já em 1905, entra no curso preparatório de desenho Academia Real de Belas-Artes, em Lisboa, tendo partido em novembro desse ano para Paris, onde se instala no bairro de Montparnasse, famoso pelo seu ambiente boémio e pela sua concentração de artistas e intelectuais e vem então a realizar a sua primeira exposição no seu atelier parisiense, juntamente com o pintor italiano Modigliani, de quem se tornara amigo. Também estabeleceu laços de amizade com Robert Delaunay, Juan Gris e Max Jacob, entre outros. 
Em 1913, após publicar o álbum XX Dessins, em Berlim, e ilustrar o manuscrito de La legende, de Flaubert, é selecionado para participar na exposição que o levaria a conhecer o modernismo europeu aos Estados Unidos. No ano seguinte regressa a Portugal e à sua terra natal. No nosso país, Amadeo é incompreendido nas novas tendências de arte que representa- o expressionismo, o cubismo, o futurismo, o abstracionismo-, com exposições individuais mal recebidas no Porto e em Lisboa, sobretudo pelo choque que causaram na tradicional sociedade lusa. Entretanto, durante uma estadia na capital, estabelece amizade com Almada Negreiros e o grupo Orpheu.
No período final da sua vida seria afligido por uma doença de pele que lhe desfigura o rosto e o impede de trabalhar com as mãos. Debilitado, abandona Manhufe rumo à cidade costeira de Espinho para evitar a epidemia de Gripe Espanhola. Porém, vem a falecer a 25 de outubro de 1918, em Espinho, vítima da febre pneumónica. 

Adriana Fernandes, Ana Cruz

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